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Trabalho remoto e nomadismo digital – Imersão 3 de 4

volar quer permitir que as pessoas, principalmente os que não estão satisfeitos com seu trabalho, possam explorar diferentes oportunidades e criar novas formas de contribuir com o mundo.

Para isso, criamos um programa de experimentação profissional de quatro semanas, para que cada um tire suas próprias conclusões e decida o que fazer a seguir com mais conhecimento sobre si e o mundo.

Na primeira semana, vivenciamos a rotina de uma startup e durante cinco dias entendemos das suas principais atividades e desafios e como seria o perfil ideal para quem trabalha nesse ambiente tão dinâmico.

Na segunda semana, mergulhamos em uma Organização Social, sem fins lucrativos, a Crescer. Lá desmistificamos o estigma de “voluntariado”e vimos que é possível sim fazer uma carreira sólida e contribuir diretamente para uma sociedade melhor. Além disse tivemos vários insights sobre o que os negócios deveriam aprender com o terceiro setor.

E agora chegou a hora de falar do formato de trabalho, que é uma das características mais fortes que traz o tema de futuro do trabalho: flexibilidade a partir da tecnologia.

Insights da Semana 3: A “rotina” de quem trabalha remoto.

Rotina e trabalho remoto? Isso existe? Bem, depende. A questão é que trabalho remoto é uma forma de se trabalhar e não um trabalho específico propriamente dito. Nesse caso, a rotina vai depender do que o profissional faz, e para quem faz.

Para entender mais sobre as possibilidades que esse formato oferece, escolhemos cinco lugares em Lisboa (um por dia) onde é possível encontrar profissionais que trabalham remotamente. O objetivo foi experimentar e comparar como é cada um desses ambientes e como isso influencia no trabalho, e também foi conversar com diferentes profissionais que nos contaram mais sobre a“rotina”individual de cada um.

Você encontra todas as conversas com os diferentes profissionais no IGTV através do nosso canal no Instagram.

Queriamos também desmistificar a “idealização” construída por algumas pessoas sobre esse formato de trabalho, e mostrar os prós e os contras, inspirando pessoas que se identificam e acreditam que podem ter suas potencialidades expandidas por esse formato.

DIA 1 – Café (Copenhagen Coffee Lab)

INSIGHT: esteja onde te inspira mais.

Entrar em um coffee shop e não ver alguém com um computador na mesa é uma missão quase impossível em Lisboa. Sem dúvida, os cafés, cada um mais aconchegante que o outro, com cafés de especialidade, comidinhas apetitosas, e wi-fi de boa qualidade, chamam a atenção dos trabalhadores remotos em Lisboa.

A liberdade de quem trabalha remoto é poder alinhar o ambiente com o seu momento interno. Como seres humanos, todos os dias somos pessoas diferentes. E poder escolher de onde trabalhar é se conhecer e entender o que a mente pede naquele dia para produzir melhor.

Às vezes, os estímulos de lugares bonitos, inspiradores e acolhedores pode ser o que vai fazer a diferença naquele artigo que tem que ser escrito no dia. O café de especialidade com um bolo quentinho que amacia no paladar, pode ser exatamente o que faltava para tornar aquela tarefa monótona mais prazerosa. Entender o que te distrai e o que te inspira é fundamental para fazermos o nosso melhor. E isso pode ser diferente a cada dia.

DIA 2 – Home-office e Second-home

INSIGHT: Integrar a vida humana e trabalho é fundamental para a comunicação e produtividade da equipe.

O dia foi dividido em dois, pela manhã o Home Office e pela tarde no co-working Second Home. É um dos co-workings mais conhecidos e badalados em Lisboa. Situa-se dentro do Merdado da Ribeira e é possível encontrar nesse espaço a melhor combinação entre design e natureza, com um ambiente amplo, com plantas por todos os lados! Eles possuem um bar dentro do co-working e sempre estão promovendo eventos culturais e educacionais.

Nesse dia conversamos com a Beatriz, que é pesquisadora e trabalha remotamente junto com uma equipe em Lisboa para uma empresa de Londres. Ela contou pra gente que a chave para uma boa gestão de equipe remota é entender que quem está ali é um ser humano como qualquer outro. Dias bons, dias ruins. Dias que “acordamos virados, dias que acordamos inspirados!

E que levando isso em consideração, é preciso respeitar o momento de cada indivíduo no time. Se alguém não está bem no dia, essa pessoa tem toda a liberdade de interagir mais ou menos, e só comunicar como pretende cumprir as entregas da semana, seja fazendo mais horas nos outros dias da semana , ou ficando mais isolado durante aquele dia.

DIA 3 – Resves co-work

INSIGHT: Trabalho remoto não é pra todo mundo.

No terceiro dia foi a vez de visitarmos o Resves, um co-working que entende tanto as necessidades dos trabalhadores remotos que possui até cabines individuais lindamente decoradas com grama artificial nas paredes para as reuniões virtuais.

Nesse dia falamos com a Mariana Nepomuceno, que faz a gestão do co-working, e que já foi trabalhadora remota por muitos anos. Ela começou como consultora e prestadora de serviço de marketing digital para empresas enquanto viajava e vivia em diferentes países, depois ao mudar-se para Lisboa, passou a trabalhar para uma empresa Alemã 100% remota, até que com o tempo ela viu que esse não era o formato de trabalho que impulsionava suas potencialidades.

Apesar de gostar da liberdade que o trabalho remoto oferecia, ela se descobriu uma pessoa de pessoas! Que ela gostava de trabalhar com pessoas e para pessoas. Ser aquela peça que conecta pessoas à experiencias incríveis e que ajuda a fortalecer uma comunidade. Por isso ela acabou deixando o trabalho remoto, para se dedicar à ambientes e formatos que a coloquem em contato com pessoas diariamente!

DIA 4 – Selina

INSIGHT: Esteja perto dos seus.

Agora foi a vez de estar com os nômades digitais. E o Selina é o lugar perfeito para encontrar alguns deles. O Selina é uma rede de hostel com co-working e café. Eles procuram construir uma comunidade de viajantes e integrar viagem, trabalho e experiências culturais. No Selina de Lisboa, eles promovem quinzenalmente eventos e talks para nômades digitais.

Conversamos com alguns que estavam trabalhando do Selina e questionamos sobre os principais desafios dessa escolha de estilo de vida. Unanimemente eles falaram sobre a desafio de conectar com as pessoas profundamente, de construir relacionamentos sólidos, e da dor de“desconectar”quando chega o momento de seguir para o próximo destino.

Assim, estar em lugares onde estão outros nômades digitais é importante porque por possuírem estilos de vida similares, são abertos para se conectar mais facilmente e conhecer outras pessoas.

O mesmo observamos em co-workings, como é benéfico para profissionais independentes (que não são nômades) estar perto de outras pessoas como eles que estão produzindo e realizando coisas, isso motiva e dá energia para continuar em seus projetos. Estar com pessoas que passam pelos mesmos desafios, ter com quem conversar e trocar ideias pode ser tudo que alguém precisa para transformar um dia difícil em um dia produtivo e uma mente tranquila.

DIA 5 – Biblioteca

INSIGHT: É preciso se conhecer e assumir a responsabilidade sobre si próprio.

Lisboa oferece alguns espaços públicos bem interessantes para trabalhar e estudar. Entre eles estão as bibliotecas públicas, muito bem equipadas em estrutura e wi-fi de qualidade. Um espaço amplo e fresco, com jardins e um café do lado de fora, faz-se o lugar ideal para quem quer dividir períodos ao ar livre e com dentro da sala.

O que ficou muito claro ao longo da semana trabalhando de diferentes lugares e conversando com várias trabalhadores remotos, dos mais diferentes perfis e atividades, foi o quanto é importante se conhecer, para entender o que faz mais sentido pra si a cada dia. Para driblar as próprias armadilhas internas, e ter consciência da responsabilidade que vem com a liberdade.

Quando trabalhamos em um lugar fixo, ou para alguém, é comum ter ‘o que’ ou ‘quem’ culpar quando não estamos bem, ou não produzimos como esperávamos. Quando se trabalha remoto ou para si próprio assumir a responsabilidade sobre nossos atos e escolhas é o que vai ditar a evolução do nosso percuso.

SEMANA 4: Conheça mais sobre trocar trabalho por serviços

Um dos principais desafios na hora de experimentar novas possibilidades e ambientes profissionais é o receio do comprometimento com algo que não sabemos se vai alinhar com o nosso perfil, e/ou de acharmos que não ser possível investir financeiramente em uma nova experiência.

Nessa semana vamos mostrar nos nossos canais sobre as possibilidades de trocar trabalho por serviços (hospedagem/aulas/experiências). E na semana que vem vamos trazer novos insights sobre como o a permuta de trabalho e serviços pode ser benéfica para expandir seus horizontes profissionais – se prepara que vai estar tudo nos canais da volar!

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