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Permuta de trabalho – Imersão 4 de 4

volar quer permitir que as pessoas, principalmente os que não estão satisfeitos com seu trabalho, possam explorar diferentes oportunidades e criar novas formas de contribuir com o mundo.

Para isso, criamos um programa de experimentação profissional de quatro semanas, para que cada um tire suas próprias conclusões e decida o que fazer a seguir com mais conhecimento sobre si e o mundo.

Na primeira semana, vivenciamos a rotina de uma startup e durante cinco dias entendemos das suas principais atividades e desafios e como seria o perfil ideal para quem trabalha nesse ambiente tão dinâmico.

Na segunda semana, mergulhamos em uma Organização Social, sem fins lucrativos, a Crescer. Lá tivemos vários insights sobre o que os negócios deveriam aprender com o terceiro setor.

Na terceira semana, seguimos os passos de quem trabalha no formato remoto, e exploramos mais sobre os benefícios e os desafios da flexibilidade a partir da tecnologia.

Esta é última semana dessa experiência e a gente escolheu trazer um olhar sobre permuta de trabalho e como essa experiência pode ser agregar para a sua carreira e te ajudar a trilhar novos caminhos!

5 razões pelas quais você deveria trocar trabalho por serviços

1. Uma forma de adquirir novas perspectivas sobre a ambientes com leveza e sem pressão.

Existe sim uma diferença entre o trabalho voluntário (Por troca) e o trabalho pago. É que a troca é um acordo de benefício mútuo, onde as duas partes estão cientes do que é esperado de cada lado. Não existe uma dinâmica de “compra”, que às vezes existe, onde o cliente quer o máximo ao pagar o mínimo, ou que o profissional coloque pressão em si mesmo para entregar sempre o seu máximo ou “melhor”.

Na dinâmica da troca de serviços, em geral, o relacionamento vem com muita conversa e bastante leveza. Partes entendendo como podem somar e se ajudar de acordo com a necessidade de cada uma. Nem todas as experiências vão ser iguais, mas todas as que eu tive até hoje e que ouvi de outros profissionais ou amigos que também fizeram, foi assim.

O que acontece, na verdade, é que o trabalho, por se tornar mais leve, ele naturalmente é entregue com a melhor qualidade e maior satisfação.

2. Uma forma de aprender nova habilidades e/ou construir portfólio.

O profissional fica mais aberto a testar novas habilidades e aprender atividades que nunca desenvolveu antes. E esse é o melhor ambiente para o crescimento e a inovação.

Por causa da conversa aberta e do que foi acordado, as partes ficam cientes do que cada um pode oferecer de melhor, e que qualquer coisa fora isso será experimentação. Sem o medo de “errar”, ficamos abertos e empolgados para aprender novas habilidades. Existe uma perspectiva de curiosidade e diversão, ao invés de aversão ao risco.

No caso da troca por serviços que o profissional já desempenha bem, é uma oportunidade para colocar mais da sua visão pessoal/profissional e construir um portfólio que você quer ter! Lembrando que esta não é uma situação de “trabalho de graça”, ou de “trabalhar para construir portfólio”. Os dois lados sempre devem sentir que estão sendo beneficiados! E isso geralmente vem com mais flexibilidade e leveza.

3. Se conectar com novas pessoas

Essa deveria estar no topo da lista. A gente sempre fala por aqui que pessoas abrem portas. Você pode ser o melhor profissional do mundo, mas sem pessoas, não se vai muito longe.

A permuta de trabalho o coloca continuamente em situações que viabilizam conhecer pessoas novas e aumentar sua rede de relacionamentos em uma determinada área. Seja em uma cidade nova, ou uma área de trabalho que quer explorar, conexões que quer estabelecer, ou novas esferas de conhecimento.

Estar engajado ativamente em uma comunidade é criar a oportunidade perfeita para estabelecer ambientes propícios ao desenvolvimento de relacionamentos.

4. Se descobrir e se testar em novos formatos.

É importante salientar que existe o compromisso das entregas entre as duas partes, mas o compromisso de continuidade é menor do que quando existe um contrato de trabalho/emprego. Isso possibilita se inserir em novos formatos de trabalho e atividades para experimentar.

Entender se aquilo tem ressonância com você ou não, e até mesmo descobrir lados e habilidades suas, que até então desconhecia apenas porque não teve a oportunidade de se testar nesses ambientes.

Se colocar em situações novas e em ambientes menos comuns pode despertar outros lados de você que você não conhece ainda, e pode se encantar com as suas potencialidades que ainda desconhece.

5. Crie um ecossistema de oportunidades – Faça dinheiro com isso.

Ao invés de apenas enxergar a permuta de trabalho/serviços apenas como “não estou gastando” para obter isso, escolha enxergar isso com um olhar de oportunidade para criar novas rendas.

Entenda como esse benefício, cria oportunidades para que você maximize seus rendimentos ainda mais do que se estivesse sendo pago por isso. Claro que cada permuta vai ser diferente em oportunidades, e desenvolver um pensamento de enxergar além é a chave para potencializar isso.

Por exemplo, eu tive uma experiência de trabalhar para um hotel por um mês, em troca de acomodação e alimentação. Enquanto eu estava nesta cidade, aluguei meu lugar na cidade em que vivia originalmente, e reduzi muito minhas despesas com alimentação, que me fez sobrar dinheiro para investir em outras coisas, que acabaram por me dar um retorno maior.

Se eu tivesse sido paga em dinheiro para trabalhar para o hotel eu teria ganhado X, e teria que pagar Y e Z para morar e comer na cidade durante o mês.

Mas como eu recebi como pagamento Y e Z, eu aluguei meu lugar onde vivia por W + economizeI Y + Z.

No final eu ganhei mais do que se estivesse recebendo.

O segredo é: Experimentar!

A maior lição que podemos deixar e resumir essas quatro semanas bem intensas de diferentes formatos de trabalho e modelos de negócio é que experiência soma na bagagem, não pesa e te leva mais longe!

É possível aprender com todas as situações que vivenciamos, e a medida que desenvolvemos novas percepções, também conhecemos mais sobre nós e como desenvolver melhor nossas potencialidades e construir o nosso caminho profissional de uma forma que faça sentido para nós, e não necessariamente um trajeto padrão.

Já pensou em fazer pequenas experimentações e descobrir mais sobre si e sobre as possibilidades de atuação profissional?

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