Carreira Felicidade no trabalho Trabalho Remoto

O que realmente é TRABALHO – e como identificar o seu

pessoa trabalhando com notebook e café

Tem uma coisa que precisa ser dita sobre trabalho.

Você sabe que você merece um trabalho onde seja feliz né? Saiba porquê.

E vou usar exemplos meus pra ilustrar, mas fica à vontade pra colaborar.

TRABALHO É DIFERENTE DE EMPREGO

Não tem a ver com carga horária, com benefícios, com contratante ou com descrição de vaga. Não é definido pela hora que você chega, quando vai embora ou mesmo se consegue desligar quando chega em casa. Não é só performance: se você bate metas, se entrega resultado, se faz hora extra ou recebe bons feedbacks.

Já tive emprego formal, já trabalhei em escritório, já tive salário “de mercado”.

Mas também já trabalhei sozinha, de café em café, gaguejando pra responder “o que eu fazia da vida”.

E mesmo assim trabalhava.

TRABALHO NÃO É MEDIDO POR REMUNERAÇÃO

Quem ganha mais não necessariamente trabalha mais. É diferente de valorização, de reconhecimento, de pacote de benefícios. Não é uma medida de sucesso, de crescimento, de evolução. Assim como não tá na descrição da vaga, também não tá no que ela oferece.

Já trabalhei por conhecimento, por equity, por moradia.

Já reinventei meu pacote de benefícios, já alterei propostas de parceria.

E sempre foi trabalho.

TRABALHO NÃO SIGNIFICA RESULTADO

Nem todo projeto que “deu errado” exigiu menos do que os que “deram certo”. Alguém que foi promovido não necessariamente se esforçou mais do que quem não foi. Não dá pra medir trabalho de trás pra frente: não é linear e interage com muitas outras variáveis para gerar impacto.

O resultado final muda entre trabalhar sozinho ou em equipe.

Ter mais acesso abre mais portas, mas não necessariamente exige mais esforço.

Já trabalhei horrores em coisas que ninguém soube, já fiquei conhecida por coisas que não me exigiram tanto assim.

TRABALHO NÃO TÁ NO CURRÍCULO

Conquistas não são diretamente proporcionais a trabalho, nem listas de atividades, quantidade de páginas ou grupos de habilidades/ conhecimentos. Conexões no LinkedIn, certificações e participação de eventos não medem o quanto trabalhamos, nem definem a qualidade do que fazemos.

Primeiro que o currículo e a realidade podem estar bem afastados, pra melhor ou pior.

Depois que temos muitas facetas pra nos limitar ao papel (ou sites de emprego).

O que faço hoje não tá listado em nenhum lugar e, honestamente, difere de tudo que já fiz antes – mas as coisas têm um jeito engraçado de fazer sentido e me sinto desafiada em trabalhar com coisas que nunca considerei.

O QUE É TRABALHO, AFINAL?

Trabalho é energia. É esforço. É intenção. É transformar conhecimentos em ações. É praticar habilidades e obter respostas reais. É combinar ferramentas e elaborar métodos para criar. De forma inteligente, prática, útil. Trabalho é a ponte entre o que tá dentro e o que tá fora. Entre o que a gente absorve, o que aprendemos, o que somos (toda essa combinação de elementos) e o mundo. São duas (e tantas mais) realidades que se encontram – e nesse encontro há, sempre, informação.

E se você pudesse criar o trabalho da sua vida? Saiba como.

Trabalho pode parecer subjetivo porque não é só uma coisa. Não tem um formato específico. Às vezes é até difícil de descrever. E seguimos tentando definir por causa dessa relação que se criou entre trabalho e emprego. Trabalho e remuneração. Trabalho e resultado. Precisamos ver trabalho, medir, quantificar.

E se a gente tentasse de desapegar disso?

E se, pra identificar o trabalho da nossa vida, a gente parasse de olhar para a “carreira ideal”, para o próximo passo lógico, para os cargos de liderança da nossa empresa, o salário dos nossos amigos, as milhões de listas na internet sobre o que devemos fazer ou não para “ter sucesso”?

Pra mim, propósito, missão – ou qualquer outra palavra da moda que você queira usar – está muito mais perto (e muito mais fácil de alcançar) que qualquer guia sobre o futuro.

Só é preciso observar. E responder – pra si, pra mais ninguém:

  • Onde eu coloco minha energia
  • Que tipo de livros eu leio?
  • Quem eu sigo no Instagram?
  • A que dedico meu tempo livre?
  • Onde me sinto melhor?
  • Que projetos iniciei por conta própria?
  • Quem me admira e inspira?
  • Onde conheço pessoas novas?
  • Que tipo de conteúdo eu consumo?
  • Quais são meus sonhos futuros?

E aí aproximar – o máximo possível – “o que você faz da vida” desses temas. Mesmo que seja difícil de explicar.

Não se enganem: mesmo aí ainda tem muito trabalho pela frente.

O que é uma coisa boa.

Maria Julia Bezzi

Vejo o mundo como um conjunto de processos de ponta a ponta a serem otimizados. Acredito na mistura de pessoas e da tecnologia. Minha energia vem do sol as conexões que crio são chave para um crescimento sustentável e exponencial.

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