#meuvôo

#meuvôo | Trabalho Criativo: em agência ou como freela?

Existem muitas formas de trabalhar com criatividade, falando mais da área publicitária é importante pensar nas diferenças entre trabalhar remoto/freelancer e na rotina de uma agência. Recentemente passei a me questionar qual a melhor forma de desempenhar essa profissão que eu escolhi com tanto carinho.

Entrando nesse dilema percebi que muitas pessoas estão insatisfeitas com a carreira que escolheram, algumas com a área de atuação, outras com a empresa que estão no momento, mas e se a insatisfação vem da forma que se desempenha o trabalho e não da área?

O que é mais importante no seu dia a dia? Trabalhar em grupo ou ter maior liberdade para poder criar de lugares diferentes? É claro que dá para unir essas duas opções, mas é importante se perguntar essas questões antes de focar em um estilo de trabalho que, às vezes, não condiz com o que você verdadeiramente almeja para a sua vida.

Pensando nesse grupo de pessoas que está em dúvida sobre as diferenças entre essas duas formas de atuação eu escrevi esse texto falando um pouco das minhas experiências.

Como lidar com o bloqueio Criativo

Um das coisas mais difíceis para quem trabalha com criatividade é quando parece que todas as suas ideias esgotaram e nada orna e faz sentido. Essa situação é extremamente comum e mesmo correndo atrás de ter um repertório de cultura pop vasto e estando por dentro das novidades e tendências, vai ter um dia que vamos sentar em nossas cadeiras de trabalho e o bloqueio criativo tomará conta da gente.

Mas o que fazer em um momento como esses? Não tem uma receita certa, cada pessoa com o tempo de experiência vai encontrar uma forma de lidar com isso naturalmente.

Quando isso acontece comigo eu tenho duas táticas, na primeira eu começo o trabalho, mesmo sem ter a ideia, eu analiso o job, o briefing e simplesmente crio o arquivo no photoshop, sei lá… 1080×1920, sem ter ideia do que fazer com aquilo.

Então coloco o logotipo e vou colocando as informações e depois acertando o lado artístico, fazendo mais pesquisas e então eis que as ideias começam a vir ao meu encontro no meio do caminho, vou criando 2,3,4, quantas opções forem necessárias, até chegar na ideia final.

E nesse processo todo de vez em quando do nada bate aquela ideia, no meio da pesquisa, na busca de informações, magicamente uma ponta liga na outra e parece que a luz realmente acende na nossa cabeça e então tudo é desbloqueado! E um arquivo 1080×1920 virou algo, deixou de ser uma dimensão branca, e passou a ser uma ideia, mas começou sendo um simples 1080×1920 dentro do Photoshop sem ter uma ideia.

Outra forma de lidar com o bloqueio criativo é saindo do lugar que estamos e indo respirar um pouco de ar puro ou mudando de atividade por um tempo. Quando isso acontece dentro da agência uma opção é sair da mesa, ir tomar um café, ir na padoca da esquina rapidamente e voltar, conversar com um colega, resumidamente… Respirar um pouco e tentar novamente, o mesmo vale para o trabalho freelancer/remoto, a única diferença é que salve quando se trabalha com colegas, no geral esse modelo é mais solitário e nem sempre terá alguém para trocar essa ideia e desanuviar.

A criação é um pouco de intuição aplicada a tentativa, mistura, erro e acerto.

Como é o trabalho na agência

Quando a demanda vem de dentro da agência ela já foi filtrada, ela está chegando para a equipe já explicada, estudada, planejada e quem passa ela são noss@s diretores, não existe um contato direto (na maior parte das vezes) da área de criação com o cliente.

Então já existe algumas indicações do que é esperado para a criação, temos os líderes que direcionam durante o desenvolvimento do projeto que deve ser mudado, o que pode ser melhorado, que aprova ou desaprova ideias e o trabalho todo no geral é feito em grupo, onde apesar de cada um ter sua “função” pode contribuir com ideias para toda a campanha.

A agência na maior parte das vezes vai dar menos liberdade geográfica em comparação com um trabalhador freelancer ou remoto, então isso é uma questão importante na hora de decidir focar em um desses dois caminhos. A maior parte das agências trabalham em horário comercial, apesar de existir sim agências com flexibilidade de horário, ainda assim a presença física é um padrão junto com uma rotina de reuniões.

Em um trabalho como freelancer ou remoto as reuniões, seja pessoalmente ou por chamadas também farão parte do dia a dia, mas as questões de horário de localização são bem mais flexíveis.

Na agência como eu disse os trabalhos são bem colaborativos, já em uma rotina de freelancer isso diminui bastante, é claro que isso varia de caso para caso, mas é importante ter em mente que mesmo trabalhando de coworking essa será uma jornada bem mais solitária. Então é importante saber se essa é a forma que você gosta de trabalhar ou o que é essencial para você.

Freelancer: Toda uma empresa em um único profissional

Quando criamos em uma demanda Freelancer, geralmente existe todo o ritual de conversar diretamente com o cliente, desde a coleta do briefing, ouvir o que o cliente espera, analisar a melhor forma estratégica de alinhar o que o cliente deseja com o que vai ter resultado, em atendimentos presenciais também podemos visitar a empresa entre outras diferenças.

É uma uma criação mais próxima da pessoa que pede pela arte.

Quando o trabalho é freelancer, nós é que temos que fazer todo o percurso, vender, receber a demanda, entender o que é pedido, criar, praticar a autocrítica, tudo!

No trabalho freelancer, na maior parte das vezes não tem parceiros, então é tudo pelo que achamos que devemos fazer ou mudar, não tem a visão de outras pessoas, quando enviamos, a arte vai em linha direta para o cliente, ele vê e pede as alterações que acha que são necessárias. Para lidar com isso eu peço a opinião de colegas da área de confiança, assim tenho a visão de outra pessoa e não fica uma criação tão unilateral, o que pode ser perigoso, afinal é bem mais difícil enxergar nossos próprios erros.

Essa criação não tem transmissores, ela é direta com o cliente final.

Um dos maiores doces do trabalho freelancer é poder fazer isso de acordo com os horários que são melhores para nós, então podemos começar, pausar, terminar amanhã, tendo como foco o prazo final sob nossa responsabilidade.

Criamos nossas próprias regras, colocamos o valor que achamos merecido, seguimos nosso próprio instinto e tempo na criação. Diferente da agência, que tem seus padrões e seguimos o que noss@s diretores criativos concluem ser melhor.

Apesar de a agência trazer mais segurança financeira, ela não dá a liberdade que só o trabalho freelancer/remoto pode oferecer, a não ser que a pessoa trabalhe remotamente para um contrato fixo. Acredito que a maior parte dos que trabalham como freelancer começam para ter uma renda extra em paralelo com outro trabalho, como é o meu caso, mas com o passar do tempo esse modelo pode agradar tanto que pode acabar se tornando um estilo de vida.

Independente da forma que você escolhe trabalhar, o importante é saber ponderar o que vai contribuir para os seus objetivos a curto e longo prazo e o que irá te proporcionar. Isso é imprescindível para que você tenha como meta uma rotina que te traz alegria e brilho nos olhos. #designismylifestyle

Latest posts by Thays Marchetti (see all)

Thays é uma designer, formada em Comunicação Social com foco em Publicidade e Propaganda, atualmente concilia o trabalho freelancer ao de designer gráfico em uma agência de publicidade. Também é fundadora do Zipluck Magazine, um blog sobre design, arte, marketing e cultura pop, onde escreve e cria conteúdos para inspirar as pessoas.

0 comments on “#meuvôo | Trabalho Criativo: em agência ou como freela?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *