#meuvôo Trabalho Remoto

#meuvôo | Da CLT para o home office

Faz algumas semanas que eu saí do Brasil para viver em Portugal. Depois de muito planejamento, troquei a rotina agitada na redação de um veículo de comunicação no litoral de São Paulo por uma rotina não menos agitada, mas que tem muito mais a ver com meu propósito de vida, em Lisboa.

Um dia desses, conversando com uma amiga muito querida do Brasil, eu contei a ela o quanto estava feliz por trabalhar com home office e, mais do que isso, de ter a liberdade de trabalhar de onde eu quiser – desde um lindo jardim com vista para o Rio Tejo até um café no centro lisboeta.

Ela disse que estava muito feliz por mim e finalizou dizendo algo mais ou menos assim:

“Ah, que ótimo, mas, logo, logo você consegue arrumar um emprego fixo”.

Sério que eu ouvi isso? Sim.

Eu fiquei muito perplexa no início, mas depois lembrei que essa é a mentalidade da maioria das pessoas. No fundo, não importa o quanto você estiver satisfeito como profissional autônomo – nômade digital ou não.

O que grande parte das pessoas acredita

A mentalidade geral é que você precisa passar aquelas 8 horas estressantes todo santo dia em uma empresa para entrar na categoria de trabalhador.  E não importa se aquilo estiver acabando com sua saúde física e mental. Apenas continue, afinal, “CLT é o que todos devem buscar”.

Pára tudo! Os tempos mudaram. As possibilidades mudaram. Por isso, o que posso dizer a você que ainda tem dúvida sobre montar ou não aquele negócio que está engavetado há anos porque você não tem tempo, é: apenas faça.

Se aquele projeto está alinhado com suas habilidades e é capaz de ajudar outras pessoas, então ele já deveria ter deixado de ser apenas uma ideia faz tempo!

“Tá, mas eu tenho que largar meu emprego fixo agora?”

Não necessariamente. Antes de tomar essa decisão você pode começar conciliando os dois, assim como fez a Ellen Medeiros, do @branding.lab.

Ela só pediu demissão depois que viu que o projeto havia ganhado asas e estava pronto para voar. Como ela fez isso? Dedicando uma parte de cada dia para pensar em conteúdos que refletiam o que ela acreditava.

Você está preocupado em como vai pagar os boletos, né?

Afinal, apenas amar o que faz não paga as contas, certo?

Concordo com você e afirmo que dá para unir o que você sabe + o que gosta de fazer e assim conseguir se manter financeiramente – a quantia vai depender da sua dedicação e persistência.

Ah, só para constar: o negócio da Ellen deu tão certo que hoje ela ganha mais do que ganhava no emprego antigo. Já pensou se ela tivesse desistido simplesmente por achar que não daria certo?!

Liliane Souza

Curiosa, persistente e inquieta. Jornalista, largou a redação em um veículo de comunicação no litoral de São Paulo para se dedicar ao home office em Lisboa, onde também faz mestrado em Ciências da Comunicação.
Liliane Souza

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