Futuro do Trabalho

Futuro do Trabalho: 4 pilares para entender de uma vez por todas

Futuro do Trabalho e empresas do futuro

Como o futuro do trabalho impactará as nossas vidas? Pelo menos um terço da nossa vida acontece no trabalho. São anos de dedicação, de preocupações, de esforço, e energia.

Independente da nossa atuação, investimos muito de nós no âmbito profissional. Por isso, a transformação iminente dessa área nos assusta tanto.

O surgimento de novos empregos nos intimida, a falta deles nos apavora. As tecnologias são amigas em casa e inimigas nos escritórios e fábricas.

Cada vez mais eventos e rodas de discussão trazem especialistas para desmistificar o futuro. Para tranquilizar os profissionais. Para motivar e preparar organizações.

Mas o mundo do trabalho sempre mudou. Desde a Revolução Industrial, do motor a vapor às linhas de produção. Ao analisar de trás para a frente, não tinha como ter sido diferente. De certa forma, tranquiliza saber que já passamos por isso antes (e sobrevivemos).

Conheça os principais pilares essenciais que estruturam a nova dinâmica que surge em como as pessoas se relacionam com o trabalho.

Os 4 pilares do futuro do trabalho

1. O mundo tecnológico não é mais novidade

O mundo e as conexões no futuro do trabalho

Que o mundo está cada vez mais complexo é óbvio. E é verdade para praticamente todos os momentos do homem na Terra.

“A mudança nunca foi tão rápida e nunca mais será tão lenta.” as palavras de Trudeau, no Fórum Econômico Mundial em 2018, representam bem esse momento. O ritmo dos avanço cresce e traz, junto aos benefícios prometidos, uma dose de confusão. Que substitui e adiciona componentes a uma visão de mundo construída e fortalecida ao longo de anos, que aumenta as combinações possíveis de experiências pessoais, enquanto diminui a parcela acessível desse espaço. É como adicionar opções ao cardápio e manter a mesma capacidade de digestão: não dá provar tudo.

Algumas transformações têm mais peso que outras nessa revolução. Em VLEF, Tiago Mattos confronta uma “era de mudanças” a uma “mudança de era”. Vivemos a segunda, onde absolutamente tudo vai ser diferente.

E a Era Digital quase não é mais novidade: já está presente em hábitos, preferências e relações interpessoais.

Qual tecnologia você está usando para ler esse texto? Quantas notificações de e-mail/whatsapp você recebeu ao longo dessa primeira parte? Quantas formas diferentes você tem de pesquisar sobre o futuro do trabalho?

2. A mentalidade de abundância – Não há limites

Qual é o mindset do futuro do trabalho

Não ser novidade não torna as mudanças menos drásticas. Só significa que já começamos a adaptar o nosso dia a dia às primeiras manifestações da Era Digital. E o primeiro passo é essencial.

Isso mesmo: a caminhada só começou. Tem muito mais vindo pela frente. São novos conceitos e realidades que substituem mecanismos e ferramentas conhecidas: que vão mudando os móveis de lugar e dando novas cores às paredes. Sentir-se em casa nesse novo ambiente é um esforço intencional.

Não é à toa que nunca se falou tanto em adaptabilidade, flexibilidade e conectividade. E não só em laboratórios e conferências de tecnologia: mudar é uma certeza em todas as áreas. Como todas as certezas, aceitar ou não é uma opção. Podemos seguir receosos por não entender o suficiente ou abraçar as possibilidades. Não é a primeira vez que precisamos nos reinventar – nem vai ser a última.

E por mais que o desconhecido assuste, trazendo ansiedades e medos, é possível lançar uma luz diferente sobre o tema. Foi o que o Peter Diamandis fez com o conceito de abundância. Diretamente oposto à mentalidade de escassez, significa que nunca antes tivemos tantos recursos para resolver os maiores problemas da humanidade. E temos cada vez mais.

“Estamos vivendo em uma época onde podemos fazer qualquer coisa. Onde temos mais poder que os principais chefes de estado e líderes corporativos há 20 ou 30 anos. […] O que você quer fazer? Não há limitações.” Peter Diamandis.

Quanto tempo você leva para descobrir o contato de uma organização na China? Quantas pessoas você consegue movimentar do conforto da sua casa? Quantas informações sobre si mesmo você consegue monitorar?

3. Mercado de talentos

Se não há limites, as possibilidades são infinitas.

No âmbito pessoal, já aprendemos a lidar com isso: com algumas variações, selecionamos hábitos, relacionamentos, programações de férias e fins de semana com base em critérios próprios de felicidade. Nos sentimos livres para escolher nossos círculos de amizades e os eventos de happy hour – mas não usamos a mesma lente para decisões profissionais.

Aqui, seguimos acreditando que a autoridade é externa: líderes, recrutadores, clientes e conexões responsáveis pelas oportunidades e caminhos que definem nossa evolução e resultados. Como a Era Digital vem transferindo esse controle pra gente?

São várias as movimentações que alteram a dinâmica do trabalho como conhecemos. O movimento maker, as tecnologias inteligentes, a flexibilização generalizada de local, horário e hierarquia já são realidades que colocam as pessoas no centro da evolução profissional.

O mercado de emprego, com candidatos concorrendo agressivamente por vagas e benefícios, hoje é um mercado de talentos e são as organizações que devem se diferenciar para atrair profissionais cada vez mais requisitados. Isso quando você resolve trabalhar para uma delas, já que cada vez mais existem modelos alternativos de atuar no mercado.

Em quantas plataformas de vagas de trabalho você consegue pensar? Já percebeu que eventos corporativos ou de networking são normalmente patrocinados por empresas? Atualize e interaja no LinkedIn – quantos recrutadores te abordam?

4. Um futuro cada vez mais humanizado

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Até agora, o tom prioritário para abordar o Futuro do Trabalho e o papel da tecnologia vem sendo como equilibrar a assertividade das máquinas com o componente humano das tarefas a serem realizadas.

Essa dualidade deu título ao livro do Frederico Pistono, “Os robôs vão roubar seu trabalho, mas tudo bem”. É uma inversão otimista de como a automação é percebida, focando no papel das pessoas para conduzir a tecnologia que surge. Com isso, ele não desconsidera os desafios iminentes, mas apresenta diferentes cenários possíveis e como adaptá-los a nosso favor.

O desemprego criado na automação de tarefas, por exemplo, se acompanhado da diminuição dos custos de vida, possibilita substituir trabalho por lazer. Mais tempo livre direciona atenção e esforços a interesses genuínos, abrindo espaço para uma nova onda de negócios e geração de valor.

Essa é uma entre tantas perspectivas. Seu caráter beira o utópico, como tantas outras antes dela – hoje aceitas naturalmente. Não sei se essa é de fato uma previsão – mas entender suas bases nos permite criar nossas próprias visões sobre o que o futuro promete.

Invertendo uma premissa do VLEF, os absurdos de hoje são as verdades de amanhã – e as ondas de aceitação de ideias e conceitos malucos ocorrem em intervalos cada vez menores.

Quantas alternativas de futuro você consegue imaginar para si? Quantas premissas imaginadas existem sobre cada uma delas? Se você pudesse trabalhar com o que genuinamente te interessa, estaria onde está?

O que será de nós no futuro?

Como toda sistematização, esses pilares podem ser adaptados e reorganizados, atendendo as particularidades de cada um, sem deixar de fazer sentido dentro do todo, das mudanças globais relacionadas ao social, ao meio-ambiente e à tecnologia.

Tanto para organizações quanto para indivíduos, o fator humano é fundamental nesse processo. Aprender como desenvolver o potencial único dos profissionais como seres humanos, em paralelo com o melhor uso da tecnologia como ferramenta de otimização, é a bússola que deve nos guiar nesse caminho do futuro.

São através dessas lentes que podemos compreender como um movimento como esse afeta toda a sociedade em diversos níveis. O trabalho é o que move o mundo e estar alinhado com as mudanças que acontecem em torno de como a sociedade está constantemente se reorganizando é essencial para prosperar agora e no futuro. 

E por maior que seja o desafio, a única forma de chegar no Futuro do Trabalho é juntos.

Saiba mais sobre como viver o futuro do trabalho na prática com o programa de imersão que acontece em Julho/19 em Lisboa, o Hub de inovação que mais cresce na Europa. 

 

Maria Julia Bezzi
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Vejo o mundo como um conjunto de processos de ponta a ponta a serem otimizados. Acredito na mistura de pessoas e da tecnologia. Minha energia vem do sol as conexões que crio são chave para um crescimento sustentável e exponencial.

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